O Estrangeiro
Este Romance reflete sobre o absurdo, é direto e objetivo, mostra um homem cujo instinto o domina, não pode e nem sabe fazer outra coisa se não obedecer-lhe, mergulhando em um mundo sem emoções e sem sentimentos.O protagonista, Mersaut, um argelino que trabalha num escritório em Paris, procura uma razão para sua existência, mas não consegue encontrá-la, transformando-se num estrangeiro de si mesmo. Por ser dominado por um imenso vazio, passa por uma crise existencial que ultrapassa os limites da compreensão humana. Pratica um homicídio, estranhamente mata um homem árabe, em decorrência de circunstâncias absurdas; porque fazia calor, e sem procurar justificativa aceita ser condenado à morte.
O amor pela vida, ou antes, pelo ato de viver percorre todas as páginas como um êxtase que nem a morte interrompe. Parece que a noção do bem e do mal, se é que existe, repousa como em todo o existencialismo num conceito exagerado.
O autor nos remete a uma visão de que somos nada mais do que animais irracionais em nossa simples existência, e que o ato de morrer nada mais é do que uma conseqüência natural de nossas vidas. O fato de termos sentimentos e sermos racionais não podem prevalecer diante de qualquer condição.
Livro de Albert Camus, muito bom e recomendado para todos aqueles que gostam de filosofia existencialista e de "bons" romances estrangeiros.


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